Estádio e patrono

O Estádio das Laranjeiras

No dia 21 de janeiro de 1919, para socorrer a Confederação Brasileira de Desportos que queria sediar o Campeonato Sul Americano de Futebol (vencido pela primeira vez pelo Brasil), o tricolor deu mais uma demonstração de força e prestígio. Em tempo recorde, ergueu o Estádio das Laranjeiras com capacidade para 18 mil pessoas. Veja na sequência de fotos históricas a construção desde o canteiro de obras.

Foto do canteiro de obras do Estádio. As arquibancadas sendo construídas. Ao fundo o Palácio Guanabara

Foto do canteiro de obras do Estádio. As arquibancadas sendo construídas. Ao fundo o Palácio Guanabara

Parte das arquibancadas e tribuna quase prontas

Parte das arquibancadas e tribuna quase prontas

As arquibancadas do lado oposto já prontas, eram mais inclinadas e ainda não havia o segundo lance. A capacidade de público no anel do moderno estádio era bem maior

As arquibancadas do lado oposto já prontas, eram mais inclinadas e ainda não havia o segundo lance. A capacidade de público no anel do moderno estádio era bem maior

Parte externa do Estádio ainda em construção

Parte externa do Estádio ainda em construção

Arquibancadas atrás do gol da Rua Pinheiro Machado. O anel se fechava

Arquibancadas atrás do gol da Rua Pinheiro Machado. O anel se fechava

Foto do Estádio ainda em construção 1917/1918

Foto do Estádio ainda em construção 1917/1918

Vista aérea do maravilhoso e inédito Estadio

Vista aérea do maravilhoso e inédito Estadio

Totalmente pronto, era o primeiro estadio construído no Brasil

Totalmente pronto, era o primeiro estadio construído no Brasil

No dia 11 de maio de 1919 a inauguração e estreia da seleção brasileira no estádio. Brasil 6 x 0 Chile.

No dia 11 de maio de 1919 a inauguração e estreia da seleção brasileira no estádio. Brasil 6 x 0 Chile.

O estádio estava sempre lotado. O terno e o chapéu de palhinha era a vestimenta dos grandes eventos.

O estádio estava sempre lotado. O terno e o chapéu de palhinha era a vestimenta dos grandes eventos.

A arquibancada repleta, protegida por policiais, atrás do gol da atual Rua Pinheiro Machado. No alto da foto observamos a bandeira da extinta Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

A arquibancada repleta, protegida por policiais, atrás do gol da atual Rua Pinheiro Machado. No alto da foto observamos a bandeira da extinta Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

A imprensa internacional compareceu ao evento realizado nas Laranjeiras.

A imprensa internacional compareceu ao evento realizado nas Laranjeiras.

A partida final contra o Uruguai foi realizada no dia 25 de maio e, após 150 minutos de jogo, o tempo normal e mais duas prorrogações de 30 minutos, Friedenreich fez 1 x 0 e deu o título para o Brasil, aos 3 minutos da segunda prorrogação.

A partida final contra o Uruguai foi realizada no dia 25 de maio e, após 150 minutos de jogo, o tempo normal e mais duas prorrogações de 30 minutos, Friedenreich fez 1 x 0 e deu o título para o Brasil, aos 3 minutos da segunda prorrogação.

 

No centenário da Independência, realizou-se novo Sul Americano e o Fluminense, mais uma vez não decepcionou. Ao ser acionado, construiu mais um lance de arquibancadas aumentando sua capacidade em 5 mil lugares.

Segundo depoimento do Grande Benemérito e ex-Presidente tricolor Marcos Carneiro de Mendonça, em 1988, a construção do segundo lance de arquibancadas do Estádio foi feita a pedido do Presidente Epitássio Pessoa apesar da diretoria ser contra, tendo o Fluminense mais uma vez arcado com todos os custos.

Dia de jogo, estádio cheio. Em detalhe a pista de atletismo. (Acervo do F.F.C.)

Dia de jogo, estádio cheio. Em detalhe a pista de atletismo. (Acervo do F.F.C.)

 

Uma foto digna de registro, o famoso Zeppelin sobrevoando o estádio das Laranjeiras no dia 4 de outubro de 1936.

Famoso Zeppelin sobrevoa nosso estádio

Famoso Zeppelin sobrevoa nosso estádio

O Patrono – Arnaldo Guinle

Arnaldo Guinle é o patrono do Fluminense Football Club, por ter dedicado grande parte de sua vida ao clube. Aceito no dia 10 de outubro de 1902, recebeu o número 48 entre os sócios e desde então passou a colaborar em quase todas as ações desenvolvidas no clube. Remido em 30 de maio de 1915 e benemérito a 4 de janeiro de 1916, no dia 18 de abril do mesmo ano assumia a presidência do Flu devido a renúncia de Joaquim da Cunha Freire Sobrinho.

Permaneceu como presidente de 1916 a 1930, e em seu primeiro mandato, procurou apenas completar o plano de expansão iniciado por Cunha Freire. Posteriormente realizou a grande revolução dentro do clube: o grande estádio, a sede, a piscina, as quadras de tênis, o stand de tiro, o departamento médico e o apoio total ao futebol que acabou dando Fluminense. seu primeiro tricampeonato.

Foto de 1919 da estação sub-elevatória que levava água salgada da praia do Flamengo para a piscina do Fluminense

Foto de 1919 da estação sub-elevatória que levava água salgada da praia do Flamengo para a piscina do Fluminense

A piscina construída em 1919

A piscina construída em 1919

 

Com apenas quatro anos de administração, Arnaldo Guinle transformou o clube e recebeu a mais alta distinção dentro dele, o título de Patrono, aprovado em Assembleia Geral no dia 17 de julho de 1920. Dois anos depois, com a ampliação do estádio e a construção do ginásio, completou o desenvolvimento tricolor.

Maravilhosa foto de nosso Estádio com seus refletores acesos.

Maravilhosa foto de nosso Estádio com seus refletores acesos.

 

Guinle foi também um dos mais fortes participantes do movimento de implantação do profissionalismo no esporte carioca, em 1933.

Retornou a presidência do clube no triênio 43/44/45, quando desenvolveu as reuniões sociais e, com isso, conseguiu que o quadro social atingisse a expressiva marca de 7.834 associados.

O busto de Arnaldo Guinle em nossa sede

O busto de Arnaldo Guinle em nossa sede