01/04/2021 09:17 - EM
Futebol Feminino
Uma família no futebol feminino sub-18 do Fluminense
Gêmeas, Duda e Luiza Calazans trabalham ao lado do pai, Alexandre de Faria, roupeiro do clube



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Atletas do Fluminense e campeãs Brasileiras na categoria Sub-18, Maria Eduarda Calazans e Maria Luiza Calazans são irmãs gêmeas e começaram a jogar futebol aos quatro anos de idade, em uma praça perto de casa, em Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, local onde cresceram. Sempre na companhia do pai, Alexandre de Faria, incentivador e primeiro treinador das meninas, tio Ale, como é conhecido, é parte fundamental no sucesso das meninas e, atuando como roupeiro, em Xerém, mantém a família reunida até mesmo no ambiente de trabalho.


O sonho começou em 2017, quando as duas fizeram um teste no projeto Daminhas da Bola, idealizado por Thaissan Passos, técnica da equipe adulta do futebol feminino do Fluminense e coordenadora da base. Elas passaram, conquistaram bolsa de 100% na escola Loide Martha, em parceria com o projeto e, com apenas um mês de trabalho, participaram de uma competição oficial: a Liga de Desenvolvimento da Conmebol (LDC), em Teresópolis, na Granja Comary.


Alexandre sempre acompanhou de perto o treino das meninas, e começou a colaborar no projeto da treinadora, que destacou a ajuda e o comprometimento do pai das atletas. “Ele sempre foi muito presente e pronto para ajudar. Sempre ia aos jogos, levava água, frutas, torcia. Tio Ale já foi atleta de futebol e sabe bem como a vida no esporte é difícil. Por isso sempre dedicou muito respeito, carinho e atenção às meninas”, elogia Thaissan.


No final de 2018, as gêmeas participaram da peneira do Fluminense e conseguiram a oportunidade. Após dois meses, disputaram mais uma vez a LDC, desta vez, pelo Tricolor. Em 2019, Duda foi convidada a jogar futsal pelo colégio Odete São Paio e sagrou-se campeã Brasileira Sul-Americana, no Paraguai.


Com a parceria entre Fluminense e Daminhas da Bola, tio Ale foi chamado para fazer uma experiência ajudando o futebol feminino do clube e tornou-se peça fundamental para o trabalho. “Me sinto o pai mais agraciado do mundo. Tenho o que muitos pais não podem ter, o contato diário com as minhas filhas, no esporte que elas amam. Poder fazer parte desse crescimento não tem preço. Nossa comissão é mais que uma família, todos nós sabemos a importância de formar, além de atletas, cidadãos de bons princípios e honra”.


Duda é meia-atacante, mas já jogou em outras posições. Luiza começou jogando na lateral e acabou virando zagueira. Em 2021, as meninas participaram do projeto que culminou com a conquista do primeiro título do futebol feminino do Fluminense. Duda falou sobre o projeto vencedor em família e os sonhos para o futuro.



“Esse título foi muito importante para todas nós que estamos iniciando no futebol. É um marco na minha carreira. O Fluminense é o meu primeiro clube, clube que nos acolheu, acreditou em nós, não tem como não amar. Nos dão todo o suporte que precisamos. Jogar ao lado da minha irmã é surreal, minha melhor amiga, minha alma gêmea, aprendemos bastante uma com a outra. Quanto ao meu pai, não existem adjetivos nesse mundo que cheguem perto da grandeza dele, eu simplesmente trabalho com o meu herói. Sonho em ser a melhor jogadora do mundo, ganhar as Olimpíadas e a Copa do Mundo, ser referência para outras meninas e crianças, dar uma vida melhor para as pessoas que eu amo”, falou Duda.



Para Luiza, o título foi a realização antecipada de expectativas. “Esse título chegou antes do que eu esperava. Conquistar um Brasileiro Sub-18 aos 15 anos de idade é surreal. Inexplicável fazer parte dessa conquista inédita. O Fluminense é o clube mais charmoso do mundo, tem a camisa mais bela de todas e eu tenho um grande carinho e amor por esse time. Ter iniciado minha carreira no clube é algo imensurável. Jogar com minha irmã é uma honra, sempre uma dando conselho para a outra. Meu sonho é retribuir tudo o que os meus pais fizeram por mim, dar uma vida melhor para eles, ganhar mais títulos pelo Fluminense, jogar pela Seleção e disputar os Jogos Olímpicos”, finalizou Luiza.


Texto: Comunicação/FFC
Fotos: Adriano Fontes/Divulgação



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