Uniformes

Desenho de todos os uniformes utilizados ao longo de nossa história.

1903

As primeiras cores do Fluminense foram o cinza e o branco, aprovadas em Assembléia entre os sócios realizada em 17 de outubro de 1902. Entretanto, como apenas dois dias depois o Flu entrou em campo para a disputa de sua primeira partida oficial, não houve tempo hábil para a compra das camisas no padrão escolhido, já que nessa época os uniformes dos clubes eram importados da Europa. Assim, apenas no ano seguinte, em 1903, o Fluminense estreou o seu primeiro uniforme.

 

1905

Em 15 de julho de 1904 em Assembléia Geral era lida uma carta de Oscar Cox e Mário Rocha, que se encontravam em Londres, relatando a impossibilidade em se conseguir uniformes na cor cinzenta e sugerindo a mudança para as cores encarnado, branco e verde, de mais fácil obtenção. A diretoria, ciente da insatisfação de vários sócios com as cores cinzenta e branca, pôs a indicação em votação. A aprovação foi unânime, mas foi só em 1905 que o Fluminense estreou seu uniforme tricolor, no jogo realizado em 7 de maio, num amistoso contra o Rio Cricket e a estreia foi pé quente: uma goleada por 7 x 1. Este uniforme voltou a ser utilizado em 1909.

 

1907

No dia 26 de dezembro de 1906 o Fluminense decidiu mudar pela segunda vez em sua curta existência seu uniforme. O motivo alegado foi o de que com o uso repetido, a camisa Tricolor tendia a se desbotar descaracterizando assim suas cores originais. Optou-se desta vez por meias pretas, calção branco e camisa branca com faixa diagonal de três polegadas. Adotada em dois modelos: colante e de tipo denominado Oxford, ambos com mangas compridas. Alguns modelos tinham a faixa ao contrário, da direita pra esquerda, exatamente como foi recriada em 1966 para dar espaço ao escudo.

 

1910

Apesar das brilhantes vitórias obtidas com o uniforme tricolor em 1909, o Fluminense voltou a adotar, em 1910, a camisa branca de 1907-08, mas sem a faixa a tricolor. Todas as camisas desse período eram de lã e de mangas compridas, obrigando os jogadores a dobrarem as mangas até a altura do cotovelo de forma a minimizar o calor. Importadas da Inglaterra na cominação blazer/sweater de lojas tradicionais como a Casa Scott, eram vendidas aos jogadores no vestiário, antes do início dos jogos.

 

1911

Em 1911, em sessão de diretoria realizada a 11 de janeiro, por proposta de Mario Pollo, primeiro secretário, foi restabelecido o uniforme tricolor de 1904 com algumas modificações. Permanecia a camisa tricolor encarnada escura, branca e verde garrafa com escudo no lado esquerdo do peito com monograma FFC em cor branca. Mudava a cor da gola, agora branca e não mais tricolor, e o estilo da camisa, agora tipo “camiseta polo” e não mais “camisa social” como era a anterior.

 

1913

Este inusitado e pouco conhecido modelo de camisa de faixas largas vestiu o Fluminense com alguma frequência em fins de 1913 e começo de 1914, e também em alguns jogos de 1916, intercalando com o já tradicional uniforme de 1911 que o Flu utilizaria por todo o período amadorista. Sobre o uniforme de 1911 é bom notar que nos 21 anos em que foi usado, seu número de faixas verticais se alternou entre 7,8 e 9; e, curiosamente, por diversas vezes o Flu jogou sem seu escudo costurado à camisa.

 

1933

Com o advento do profissionalismo em 1933 o Fluminense abandonou de vez as camisas de mangas compridas que vestiram o clube desde a sua fundação. A nova camisa com gola em “V” tinha, curiosamente, as listras da manga dispostas no sentido horizontal, diferentemente de qualquer outra camisa Tricolor que o Flu tenha usado antes ou depois. A estréia se deu já no primeiro jogo do ano, no empate de 4 a 4 com o Corinthians no Estádio das Laranjeiras em 16 de abril de 1933.

 

1935

A mais tradicional de todas as camisas tricolores surgiria em 11 de agosto de 1935 no jogo contra o América pelo primeiro turno do Campeonato Carioca. Com 11 faixas coloridas verticais dispostas de ombro a ombro, gola em “V” e manga com bordas brancas, ela marcaria época. Número e disposição das faixas verticais à parte, esse modelo vestiu o Flu por quase 40 anos indo até o final de 73 quando da introdução da gola olímpica. Ela, entretanto, ainda seria revivida outras vezes.

 

1936

Em dezembro 1936, durante a melhor de três que decidiu o Campeonato Carioca, o Fluminense lançou pela primeira vez em sua história um segundo uniforme que passaria a utilizar em seus jogos de forma alternada com o tricolor. Todo branco, com o escudo do clube no lado esquerdo do peito, borda de mangas tricolor e gola também tricolor e de formato idêntico ao da primeira camisa, deu sorte logo na estréia já que o Flu conquistou o título estadual daquele ano.

 

1937

Praticamente idêntica ao modelo anterior (a única diferença era a listra tricolor com as cores invertidas no meio da manga e não na borda) foi lançada em 1937, menos de um ano após a introdução do segundo uniforme. Poucas camisas na história do FIu tiveram tanto sucesso e conquistaram tantos títulos quanto este modelo todo branco que em 1948, na estreia do Fluminense no Campeonato Carioca receberia pela primeira vez na história do clube numeração nas costas.

 

1949

No ano de 1949 a segunda camisa do Fluminense recebeu uma sutil alteração na gola que passou a ter as listras tricolores sobrepostas e não mais contínuas como no modelo anterior. Nos quinze anos seguintes foram muitos os craques que desfilaram com ela: Pinheiro, Altair, Telê, Didi, Waldo e Escurinho foram alguns dos jogadores que tiveram o privilégio de vesti-la. Dos craques da época, somente o goleiro Castilho, e por razões mais do que óbvias, jamais chegou a usá-la.

 

1959

Foi só em 1959 que o Fluminense padronizou de uma vez por todas o número de faixas em seu uniforme Tricolor. Ele começou com 11 em 1935, passou para 12 em 36, mudou para 10 em 39 e lançou uma versão com 9 em 52. Mas não é tão simples assim, já que nesse período existem diversos casos de três jogadores diferentes vestirem três padronizações diferentes em um mesmo jogo. Estabelecido este padrão de camisa de 8 faixas, ela duraria inalterada por 14 anos, até o final de 1973.

 

1964

Imortalizado pela conquista do Campeonato Carioca de 1964, já que foi utilizado em 18 dos 26 jogos da campanha vitoriosa, este lindo segundo uniforme seguia o mesmo padrão da camisa usada pela seleção brasileira na época. Sua estréia foi em 11 de julho de 1964 na vitória de 2 x 1 sobre o Olaria pela segunda rodada do estadual e continuaria sendo utilizado, com muito mais frequência do que a camisa tricolor, até a conquista da Taça Guanabara em 7 de setembro de 1966.

 

1966

Em 11 de setembro de 1966 o Fluminense entrou em campo para a sua estreia no Campeonato Carioca contra o Olaria com a faixa de campeão da Taça Guanabara a tiracolo. Pelo menos assim pensou a torcida Tricolor já que o título havia sido conquistado na partida anterior. Ledo engano entretanto. Era o novo segundo uniforme do FIu. Uma recriação da camisa de 1907, porém agora com a faixa diagonal disposta em sentido inverso, com as cores mais espaçadas e presente também nas costas.

1969

A aposentadoria da camisa branca com faixa tricolor diagonal se deu em 23 de março de 1969. Seis dias depois, no jogo contra o Bonsucesso pelo Campeonato Carioca, o Fluminense de certa forma retornava às suas origens, resgatando seu primeiro segundo uniforme de 1936. Essa camisa marcaria época, e consagraria um retorno aos títulos depois de um período de vacas magras. Com ela o Flu venceria duas Taças Guanabara, três Campeonatos Cariocas e o Campeonato Brasileiro de 1970.

 

1973

Após 40 anos utilizando a camisa tricolor com gola em “V”, o Fluminense adotou no final de 1973 um modelo com gola olímpica. Outra mudança foram as faixas verticais que ficaram mais largas, diminuindo para 6 o número de faixas coloridas verticais de ombro a ombro. Simples e bonita, ficará para sempre na memória de todo tricolor, já que vestiu em 1975, craques como Rivellino e Paulo Cesar, integrantes da “Máquina Tricolor”, apelido dado a grande equipe montada naquele ano pelo presidente Horta.

  Repetindo o padrão da nova camisa Tricolor, o segundo uniforme do Fluminense também teve a sua gola alterada no final de 1973. O novo modelo adotado, com gola olímpica, é até hoje uma das camisas favoritas de todo torcedor Tricolor. Ambas as camisas estrearam nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro de 1973 (a branca no dia 2 de dezembro e a Tricolor no dia 8). Este uniforme branco, curiosamente, foi o que vestiu Pelé no amistoso que o “Rei” fez pelo Flu em 78 na Nigéria.
 

1975

Modelo híbrido (tinha a gola em “V” do uniforme antigo e o padrão da camisa atual) vestiu o Fluminense no célebre amistoso contra o Bayern de Munique em 10 de junho de 1975 no Maracanã. Foi uma partida histórica, uma das maiores do Tricolor, em que a magra vitória de um a zero não refletiu a ampla superioridade do Flu sobre o bicampeão Europeu. O calção com a inscrição “MOBRAL” era o lado social do Fluminense em apoio ao programa de alfabetização do Governo. A inscrição também estava presente nas costas da camisa, acima do número.

A estréia do Fluminense no Campeonato Brasileiro em 20 de agosto de contra o Coritiba marcou a primeira alteração no uniforme da “Maquina” que voltou a ostentar oito faixas verticais em vez das seis do modelo anterior. Ao longo da competição, entretanto, o Flu deu preferência ao uniforme branco utilizando-o em praticamente todas as partidas das fases decisivas do Brasileiro. Ao contrário do Campeonato Carioca quando o Flu vestiu tricolor em 30 dos 32 jogos.
 

1976

Variação do segundo uniforme de 1973 (a única diferença era a abertura na gola que facilitava na hora de vestir) foi utilizado em alguns jogos à partir de 1976, notadamente nos jogos do Torneio Teresa Herrera em agosto de 1977. A esta altura o Fluminense já utilizava calções de grife. Adidas na maioria dos jogos, mas também Rainha e alguns outros. Os calções continuavam brancos, mas agora ostentavam, além da logomarca do fabricante, listras verticais pretas ou tricolores nas laterais.

  Fluminense e Vasco terminaram a fase final do Campeonato Carioca de 1976 em igualdade de condições, forçando a realização de uma partida desempate para definir o campeão. Um calendário apertado, adiou a decisão para 3 de outubro, em meio a disputa do Campeonato Brasileiro. Para essa partida histórica o Flu usou uma camisa com gola olímpica e pequena abertura mantendo o padrão anterior. O gol de Doval, nos últimos minutos da prorrogação, deu o título ao Tricolor.
 

1979

Embora já utilizasse uniformes da Adidas há mais de três anos, foi só no segundo semestre de 79 que o Fluminense adotou uma camisa com o emblema da gigante alemã. O modelo, no caso a segunda camisa, era o mesmo que já vinha sendo utilizado desde 1973, acrescido da logomarca da Adidas em preto no lado direito do peito e de faixa Tricolor nos ombros. Como todos os uniformes da época, a camisa era do tipo colante que praticamente impedia o “puxar de camisa” tão comum nos jogos de hoje.

 

1980

Durante a temporada de 1980 o Fluminense voltou a utilizar a camisa com gola em “V” que havia abandonado em 1973. Agora com sete faixas coloridas verticais de ombro a ombro, mas sem a logomarca do fabricante como na segunda camisa. Por essa época, as camisas passaram a ser confeccionadas em poliéster, material sintético mais resistente do que o algodão, e que têm por característica não amassar e não desbotar, embora absorva menos o suor do que as antigas camisas de algodão.

  A tendência que o Fluminense vinha mantendo de usar seu uniforme branco a maioria de seus jogos em detrimento do tradicional uniforme tricolor continuou na virada da década. E foi com esse segundo uniforme, agora com gola em “V” que o Flu conquistou, com um time de garotos quase todos formados em casa, um de seus mais belos campeonatos, ao derrotar o Vasco na tarde de 30 de novembro de 1980 no Maracanã, graças a um gol de falta de Edinho em uma final emocionante.
 

1981

Em 1981 o Fluminense fechou contra­to de fornecimento de material esporti­vo com o tradicional fabricante francês Le Coq Sportif que na época pertencia à Adidas. A marca do galo vivia então seu melhor momento, e chegou a vestir três campeões mundiais seguidos: Ar­gentina em 78 e 86, e Itália em 82. Em­bora a Le Coq tenha produzido também uma camisa tricolor, o Flu preferiu atra­vessar o ano vestido de branco, no que é sem dúvida a mais simples de todas as camisas de grife já usadas pelo clube.

 

1982

Para o ano de 1982, a Le Coq desenvol­veu um modelo de camisa tricolor com tons de verde e grená levemente mais claros que as cores oficiais, isto, entre­tanto, não descaracterizou a camisa que era na verdade bastante bonita. O núme­ro nas costas, impresso em branco, ti­nha um contorno no seu desenho que lhe dava um aspecto tridimensional. In­felizmente, esse uniforme foi pouco uti­lizado já que na grande maioria de suas partidas o Fluminense preferiu jogar com seu segundo uniforme.

  A partir de abril de 1982, em seus úl­timos jogos pelo Campeonato Brasilei­ro, o Flu trocou novamente seu segundo uniforme, Embora o estilo fosse o mes­mo da camisa anterior, a gola agora era verde e uma faixa também verde, mas com borda grená, atravessava os ombros. Nas costas, logo acima do número do jogador, que tinha o mesmo tipo de fonte de aspecto tridimensional do uniforme número um, a palavra “Flu­minense” aparecia pela primeira vez em uma camisa do Tricolor.
 

1983

Pergunte a qualquer tricolor qual a sua camisa favorita do Fluminense em todos os tempos e é quase certo que as respostas se polarizarão entre este modelo e o de 1973, já que ambas, além de simples e bonitas, foram diversas vezes campeãs. Exceção feita ao Brasileiro de 84, quando optou por um modelo de nove faixas, o Flu a vestiu do começo de 83 até o final de 85. Note que o logo do fabricante inicialmente em vermelho sobre o fundo branco passaria à branco decalcado em modelos subsequentes.

  Vez por outra um uniforme, mesmo ten­do sido utilizado apenas por um breve período, é imortalizado na história de um clube por fazer parte de uma partida histórica. É o caso desta camisa (idêntica ao modelo de 1982 não fosse o cor­dão branco acrescido à faixa nos om­bros) lançada durante o segundo turno do Campeonato Carioca de 1983. Foi com ela que o carrasco Assis marcou em cima do Flamengo, aos 45 minutos do segundo tempo o gol que praticamente garantiu o título Carioca de 83 para o Fluminense.
 

1984

Coube a Kodak a honra de ser a primeira empresa a ter seu nome estampado em uma camisa do Fluminense. No caso, um uniforme tricolor de nove faixas lançado durante a segunda fase do Campeonato Brasileiro. O patrocínio valeu para os dois jogos das quartas-de-final da competição conta o Coritiba, o primeiro no dia 29 de abril.

  Com esse uniforme patrocinado pela Tavares Roupas, o Fluminense enfrentou o Corinthians pela semi-final do Campeonato Brasileiro de 1984, vencendo o time da “Democracia Corinthiana” com um baile por 2×0 no Morumbi, a segunda partida foi 0×0 no Maracanã e o Fluminense se classificava para a final do Campeonato.
  Para o primeiro jogo das finais do Campeonato Brasileiro, em 24 de maio de 1984 contra o Vasco, a Le Coq Sportif apresentou um novo segundo uniforme semelhante as primeiras camisas brancas do Flu da década de 30 mas sem a borda Tricolor das mangas. Um novo anunciante alugou espaço na camisa, desta vez o extinto Banco Nacional que fechou contrato para os dois jogos e com ambos os times. O anúncio do Fluminense, entretanto, deu maior retorno, já que o Flu foi o campeão. Com esse uniforme Romerito marcou o gol único das finais que deu o segundo título Brasileiro ao Fluminense.
  Esse uniforme foi utilizado nos dois jogos finais do Campeonato Estadual de 1984, desta vez, a patrocinadora foi a companhia de seguros Sul-América, que também estamparia seu nome na camisa do Flu durante o estadual de 85. Com esse uniforme o Fluminense sagrou-se Bi-campeão Estadual.
No segundo jogo das finais o Fluminense atuou com seu tradicional uniforme Tricolor, o jogo foi 0×0, mas como havia vencido a primeira partida por 1×0, o Fluminense com esse uniforme sagrou-se campeão Brasileiro pela segunda vez em sua história.
Inspirada nas camisas dos times da Liga Norte-Americana (o Fluminense fez no meio de 1984 uma excursão aos Estados Unidos, ao Canadá e à Itália) foi lançada após a conquista do Campeonato Brasileiro e utilizada em alguns jogos do Flu no Campeonato Carioca. De inusitado tinha o número do jogador tanto no lado direito do peito, abaixo do logo do fornecedor, como na manga direita; e um escudo azul-branco-verde-amarelo na manga esquerda, alusão ao fato do Flu ser o atual campeão brasileiro.
Foram três os modelos de camisa branca lançados em 84. Este, estreou no segundo turno do Campeonato Carioca, mas seria usado com maior frequência no ano seguinte.

1985

O uniforme Tricolor de 1985 era idêntico ao de 1984 e com o mesmo patrocinador, a companhia de seguros Sul-América, a diferença estava na estampa do patrocínio, o fundo não era mais azul como no ano anterior e sim verde, e a palavra “Seguros” não aparecia mais embaixo do nome “Sul América”. Com esse uniforme o Fluminense conquistou seu terceiro Tri-Campeonato Estadual.

 

1986

A marca Penalty surgiu em meados da década de 70, fruto do pioneirismo e visão dos irmãos Estéfano que transformaram a pequena Malharia Cambuci em uma gigante do setor de artigos esportivos sempre com o apelo de ser a única marca 100% brasileira. A parceria com o Fluminense iniciou-se em 1986, e o primeiro modelo de camisa escolhido era bastante conservador. Adotou-se as listras largas da época da “Máquina” e a tradicional gola em “V” introduzida na década de 30.

  Este bonito segundo uniforme do Fluminense inovou ao introduzir uma gola “mista”’: a metade superior da gola era Tricolor tipo polo, já a metade inferior era branca e em forma de “V”. Quando da modificação da camisa tricolor no meio do ano, ele sofreria duas pequenas alterações: a introdução de uma nova logomarca da Penalty em substituição a antiga e de três estrelas verdes acima do escudo do clube, Era uma homenagem ao terceiro tri-campeonato carioca do Flu, conquistado no ano anterior.
  No segundo semestre de 1986, a Penalty modificou a camisa tricolor do Flu que passou a ter a mesma gola “mista” do segundo uniforme. O Fluminense que passou todo o primeiro semestre sem patrocinador, passou a ostentar na camisa durante a disputa do Campeonato Brasileiro o anúncio da pouco conhecida linha de estabilizadores e no-breaks Heart Line.

1987

O uniforme de 1987 seguiu o mesmo padrão do ano anterior, com algumas modificações, pela primeira vez a Coca-Cola estampou sua marca em nosso uniforme, essa parceria duraria até o início de 1994 e foi a mais longa da história do clube só igualada pela Unimed. A logomarca da Penalty também foi alterada em ambas as camisas (tricolor e branca), as linhas onduladas dando lugar a uma asa estilizada.

 

1990

Logo nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro de 1990, mas não na estréia, a Penalty modificou a camisa branca do Fluminense, eliminando a borda tricolor das mangas. A logomarca do fabricante ficou maior, quase do tamanho do escudo.

 

1992

Ao contrário dos dias de hoje em que os fabricantes modificam o uniforme do clube quase todo o ano, a Penalty manteve a camisa do Flu sem alterações por quase seis anos. E quando resolveu mudar, em 1992, optou por um modelo praticamente idêntico à camisa original de 86. De tom um pouco mais claro que o habitual a modificação mais visível eram as cinco estrelas sobre o escudo (três verdes e duas douradas). As verdes representando os três tri-campeonatos cariocas e as douradas o bi brasileiro.

  A idéia dessa camisa de design inusitado, surgiu da necessidade de se dificultar a ação de falsificadores, já que o uniforme anterior todo branco era fácil de ser copiado. Lançada em 24 de janeiro de 1992 a considerada espalhafatosa demais por muitos torcedores, introduzido a gola branca tipo pólo com borda tricolor que seria imitado tanto pela Reebok como pela Adidas, futuros fornecedores do Flu. A logomarca estampada na camisa era da Coca-cola, que já vinha patrocinando o clube desde 1987.
 

1994

Após 8 anos o Fluminense trocou a brasileiríssima Penalty pela inglesa Reebok como fornecedora oficial de material esportivo. Um contrato que renderia ao clube duzentos mil dólares ao ano. As tradicionais faixas verde e grená eram agora mais largas e a branca mais fina. O intuito era facilitar a visualização do logo do patrocinador. Este uniforme sofreria uma leve alteração em 1996 quando a listra tricolor da gola deu lugar a pequenos emblemas do fabricante espalhados ao longo da borda.

  Com detalhes em verde e grená (a logomarca do fabricante) indo da altura do peito até o ombro, foi apresentado em 28 de janeiro de 94 e estreou um dia depois.

1995

Após o início do Campeonato Estadual, o Fluminense não renovou a parceria de muitos anos com a Coca-Cola, ficou sem patrocínio por todo o campeonato. Através de uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro o Fluminense passou a estampar em seu uniforme a frase “Ame o Rio”.

Esta camisa seguiu o mesmo padrão do ano anterior, com a perda do patrocínio da Coca-Cola, ela também utilizou a frase “Ame o Rio” estampada ao longo do Campeonato Estadual.
O Fluminense fecha patrocínio com a fabricante de automóveis coreana Hyundai, a camisa estreou na final do Campeonato Estadual contra o Flamengo, foi com essa camisa que o Renato Gaúcho marcou o gol de barriga que nos deu a vitória por 3×2 e o título do Estadual. Apenas para essa partida a camisa manteve a inscrição “Ame o Rio” nas costas, acima do número dos jogadores, em respeito a Prefeitura do Rio de Janeiro que durante o Estadual inteiro apoiou o Fluminense enquanto este não possuía patrocinador.
A camisa branca com a logomarca da Hyundai estreou no Campeonato Brasileiro e foi utilizada até o início do Campeonato Brasileiro do ano seguinte.
 

1996

Em julho de 1996 o Fluminense iniciou uma parceria com a Adidas que permanece até os dias de hoje. Com patrocínio do canal de TV a cabo SporTV o novo primeiro uniforme era bastante inovador em pelo menos dois aspectos: havia uma predominância da cor grená sobre a cor verde cujas faixas eram mais estreitas, iniciando uma tendência que a Adidas adotaria em modelos subsequentes; e o escudo tricolor saia pela primeira vez do lado esquerdo do peito para o centro.

  A FIFA resolveu em meados da década de 90 que durante uma partida os dois times adversários não poderiam usar calções da mesma cor. O motivo alegado era o de não confundir o juiz e facilitar a identificação dos times nas transmissões de televisão. O Flu adotou então um segundo calção de cor grená, que passou a utilizar tanto com a primeira camisa como com a segunda. Posteriormente o Fluminense também utilizaria calção de cor verde em alguns de seus jogos, repetindo a Penalty na década anterior. Detalhe para a logomarca da SporTV que originalmente é azul e vermelho, e na camisa do Fluminense foi estampada nas cores verde e grená.
 

1997

O Flumiense estampou em sua camisa a logomarca da NET ao invés da SporTV em um Fla x Flu realizado no dia 7 de junho no Estádio Mané Garrincha. Essa partida era válida para um mini-torneio amistoso chamado “Copa Rede Bandeirantes”. O Fluminense perdeu a partida por 2×1 e foi eliminado do torneio.

  Houve certa insatisfação com o uniforme tricolor lançado pela Adidas em 1996 tanto por parte da diretoria como por parte da torcida do Fluminense. A razão eram as listras brancas ultrafinas que sumiam nas transmissões de televisão fazendo com que as cores da camisa parecessem um borrão quando vistas na telinha, sem falar no escudo no meio do peito. A Adidas então tratou logo de modificar o uniforme e lançou no dia 20 de julho de 1997 no jogo contra o São Paulo pelo Brasileiro um modelo tricolor de cinco faixas mais tradicional.
Novo patrocinador, novo uniforme. Seguindo essa velha receita, a Adidas desenhou novas camisas para abrigar as logomarcas da Oceânica e da MTV, novos patrocinadores do clube. A companhia de seguros, principal anunciante, em destaque sobre faixa no peito e o canal de TV à cabo nas costas da camisa, acima do número do jogador. A estréia se deu no dia 10 de agosto de 1997 nas Laranjeiras, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro contra a Portuguesa de Desportos.
 

1998

A parceria do Fluminense com a Unimed começou em 24 de agosto de 1998, no quarto jogo do Flu pela série-B do Brasileiro contra o CRB em Maceió, quando o Tricolor ostentou a marca da filial Rio do famoso plano de saúde pela primeira vez. Dois jogos depois, seria apenas Unimed, e o patrocínio duraria apenas até o término da competição. O Fluminense passaria então por um período com anunciantes esporádicos na camisa até o retorno definitivo da Unimed na virada do século.

  Para a disputa da série-B do Campeonato Brasileiro a Adidas lançou dois novos uniformes. O tricolor era basicamente o mesmo modelo lançado em 1997, mudava apenas o tom do verde e do grená, mais fieis às cores oficiais do clube; e o logotipo da empresa, agora acrescido da logomarca. Curiosamente o Fluminense preferiu estrear o uniforme branco primeiro, no jogo contra o ABC de Natal em 2 de agosto de 1998 no Maracanã.

1999

O Fluminense ostentou a marca Sonrisal em sua camisa em um amistoso contra o Flamengo no dia 20 de janeiro. Infelizmente perdemos a partida por 5×3. O Amistoso foi chamado de Taça Cidade de São Sebastião.

 

2001

Lançada pela Adidas em 17 de abril de 2001 a quarta versão da camisa tricolor da fabricante alemã inovava ao interromper as tradicionais faixas verticais logo acima do escudo do clube, fazendo com que a parte superior da camisa e as mangas fossem todas grená. Os dois anos em que foi utilizada foram anos de recuperação de auto-estima do Fluminense, que realizou boas campanhas no Brasileiro (chegou duas vezes às semi-finais) e conquistou o Campeonato Carioca no ano de seu centenário. No ano seguinte a camisa ganhou a inscrição “FLU 100 ANOS” em ambas as mangas.

  Desta feita, a Adidas resolveu não complicar e fez um modelo de camisa bastante simples e gola à parte, praticamente idêntico ao segundo uniforme de 1979. Além do segundo calção de cor grená havia um terceiro de cor verde com faixa grená e listras brancas nas laterais. Apresentado à imprensa na mesma data dos uniformes tricolor e laranja, estrearia 5 dias depois no empate de 1×1 conta o Botafogo pelo segundo turno do campeonato Carioca, porém com o calção modelo antigo.
  No final de 2000 a Adidas resolveu fazer uma votação na Internet para a escolha de um terceiro uniforme. A cor mais votada foi o laranja, que ganhou de forma apertada de uma outra camisa que tinha o verde como cor predominante. Lançada em 2001, logo caiu nas graças da torcida, mas os estatutos do clube jamais permitiriam que ela fosse utilizada em jogos oficiais e ela apareceu em campo apenas uma vez no segundo tempo do jogo comemorativo do centenário contra o Toluca do México. O Fluminense ainda lançou uniformes de treino nos anos seguintes e camisa de goleiro na cor Laranja em 2009.
 

2002 (comemorativa)

No ano em que completou 100 anos, o Fluminense resolveu reviver seu primeiro uniforme, resgatando as cores (cinza e branco) e o escudo (com as iniciais FFC em vermelho) originais do clube. Assim como com a camisa laranja, a escolha do modelo foi feita através de votação na internet em março de 2002. Não aprovada para jogos oficiais, ela foi utilizada apenas uma vez: durante o primeiro tempo do jogo comemorativo do centenário contra o Toluca do México em 24 de julho de 2002.

 

2003

Apresentada oficialmente à imprensa em 14 de abril de 2003, esta linda camisa de design moderno com faixas verticais mais finas indo até o ombro, resgatava um pouco as antigas camisas do Fluminense. As listras no ombro eram brancas e as mangas eram grená com detalhe em verde e branco nos punhos. O número nas costas passava a ser branco, em itálico, fixado em um quadrado grená. A estréia foi em 17 de abril, na vitória contra o Internacional pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

  A tradicional segunda camisa branca do Fluminense ganhava detalhes em grená e verde nas laterais, listras tricolores nas mangas e borda grená nos punhos. Assim como o primeiro uniforme, o tecido da camisa tinha tecnologia “Climalite” para controle da temperatura do corpo. Possuía ainda, recortes nas cavas e nas laterais em tecido “mesh” (furado), estimulando a transferência de suor e evitando o superaquecimento do jogador, tecnologia introduzida pela Adidas na Copa do Mundo de 2002.
  Predominantemente grená com recortes brancos nas laterais e mangas, e detalhes verdes na gola e punhos, foi apresentada à imprensa no dia 19 de setembro e manteve a tradição da Adidas de dar mais destaque a cor grená nos uniformes do Flu. No dia seguinte ela estreava em partida válida pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro contra o Paysandu no Maracanã. Era a primeira vez em sua história que o Fluminense disputava uma partida oficial com um terceiro uniforme.
 

2004

Com visual moderno e tecnologia “Climacool” o uniforme do Fluminense pa­ra a temporada 2004 foi o primeiro a trazer ao Brasil a tendência internacio­nal da aplicação de cores em tons degradê. Uma tentativa da Adidas de di­ficultar a ação de falsificadores. A apresentação da nova coleção foi em grande estilo, no Salão Nobre das La­ranjeiras, em 11 de março de 2004, com a presença de vários tricolores ilustres. A estréia, dois dias depois, contra o Ola­ria pela Taça Rio.

  Modelo idêntico à segunda camisa de 2001, exceções feitas ao detalhe da go­la e às três faixas do ombro que vão afi­nando conforme vão descendo em di­reção à manga (detalhe comum às três camisas lançadas em 2004), estreou no dia 21 de março de 2004 no empa­te de 2 à 2 contra o Americano em Mo­ça Bonita pela Taça Rio. O Fluminense disputou essa partida sem suas maiores estrelas, já que havia garantido por an­tecipação a sua classificação à semi-final da competição.
O Fluminense comemorou em 28 de setembro de 2004, na partida contra o Atlético Mineiro no Maracanã, um ano sem derrotas em casa pelo Campeona­to Brasileiro estreando seu novo ter­ceiro uniforme. Apresentado a impren­sa no dia anterior, ele era semelhante ao segundo, porém todo grená em vez de branco, tendo sido aprovado pelo conse­lho do clube no dia 30 de março. Curio­samente ele foi utilizado apenas no pri­meiro tempo do jogo já que no segundo o time voltou de branco.
 

2005

A parceria Fluminense Adidas, a mais longa relação do futebol brasileiro, en­trou 2005 no seu nono ano. Lançados em 20 de maio, os novos uniformes, de tecido composto por microfilamentos de poliéster, tinham a logomarca da Uni­med também nas mangas, propaganda introduzida nos uniformes de 2004 des­de o começo do ano. A camisa número um, seguia o padrão de outros uniformes Europeus, finalizando as listras com um design bem diferente das tradicionais listras tricolores, estreou em 21 de maio no jogo contra o Curitiba pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

  O maior destaque dos novos uniformes de 2005 eram as áreas em “mesh” (tecido furado) agora muito mais proeminentes, nas laterais, nas axilas e em fina faixa nos ombros, oferecendo ventilação adicional aos jogadores. Até os shorts contavam com recortes para ventilação na região superior da parte traseira e nas laterais. A segunda camisa toda branca com gola e borda de mangas verdes e listras grená nos ombros foi usada pela primeira vez nas finais da Copa do Brasil, no dia 15 de junho.
 

2006

O novo uniforme tricolor feito pela Adidas, após alguns designs diferentes do tradicional, teve como objetivo resgatar a camisa tradicional tricolor. A torcida reclamava que os últimos modelos fugiam demasiadamente do modelo tradicional. Apesar da tentativa a camisa ainda tinha uma barra grená na parte superior e as mangas eram divididas igualmente em verde e grená. Esse uniforme perdurou até 2008 e foi com ele que o Fluminense chegou à final da Copa Libertadores pela primeira vez em sua história.

  O modelo de branco não durou tanto quanto o modelo de Tricolor, seguia o mesmo padrão de gola e uns efeitos laterais em verde e grená, uma bela camisa, mas foi aposentada no ano seguinte.
 

2007

Esse ano o Fluminense não lançou o modelo tricolor, o uniforme de 2006 foi mantido, foram lançados o segundo e o terceiro uniforme. O uniforme branco era muito parecido com o modelo anterior, a grande diferença estava nos efeitos laterais agora mais acentuados e com dois efeitos verdes. Esse uniforme foi aposentado no ano seguinte.

  O uniforme grená chegava a sua terceira versão e bem diferente dos modelos anteriores, ele lançava o estilo que seria acompanhado pelos modelos do ano seguinte. Possuía uma gola híbrida, a parte de baixo mais esportiva e oval e a parte de cima modelo polo. Na parte de trás da gola havia a inscrição Fluminense F. C. Esse uniforme gerou polêmica porque possuía finas listras cinzas e segundo o estatuto do Fluminense, o mesmo só pode atuar em jogos profissionais utilizando as “três cores que traduzem tradição”. A Adidas teve que recolher o primeiro lote que enviou as lojas para alterar as finas listras para branco.
 

2008

O Fluminense estreou seus novos uniformes em 2008 seguindo o padrão dos anos anteriores, um ano antes sai o modelo grená com o novo padrão e no ano seguinte o modelo tricolor e branco. Esse modelo tricolor possuía a mesma gola que a camisa grená do ano anterior, a manga não era tricolor e sim completamente grená e as listras do uniforme um pouco mais próximas das nossas camisas tradicionais. A camisa passou a adotar em todos os seus modelos, o selo emborrachado da adidas na parte lateral.

  O novo uniforme branco possuía a inscrição Fluminense F.C. na parte traseira da camisa, a gola fugia do padrão grená e tricolor, era oval com detalhes em verde. Mais sóbria que os modelos anteriores perdeu os efeitos na área lateral.
 

2009

Esse ano o Fluminense lançou seus três uniformes, primeiro os uniformes tricolor e branco e depois o grená. O objetivo da Adidas em resgatar os uniformes tradicionais dessa vez deu resultado. A camisa Tricolor possuía gola em “V” repetindo uniformes do passado, passou das 7 faixas do modelo anterior para 9 faixas mais finas e as mangas voltaram a ser tricolores como no modelo tradicional. Em comemoração aos 60 anos da Taça Olímpica todos os uniformes de 2009 tinham a a Taça Olímpica gravada no lado direito do peito.

  Com a grande receita gerada pelos modelos “retrô” a Adidas resolveu mesmo investir em uniformes mais tradicionais, a camisa tricolor voltou a um padrão muito próximo das do passado e agora o segundo uniforme resgatou o nosso primeiro uniforme branco de 1907. Seguindo o padrão de 1966 o segundo uniforme possuía faixas diagonais da esquerda para a direita, gola polo terminando em uma triangulação. Essa camisa teve um alto índice de aprovação e foi um sucesso de vendas.
  O terceiro uniforme apresentava uma novidade na camisa grená, uma faixa verde no centro do peito, separada do restante da camisa por duas listras finas em branco. Esse uniforme seguiria como o terceiro uniforme em 2010. Essa era a quarta versão da camisa grená como terceiro uniforme do Fluminense.

2010

O uniforme Tricolor apresentou poucas mudanças em relação ao modelo anterior. As listras se mantiveram na mesma medida, a camisa ganhou uma nova gola polo substituindo o modelo em “V” anterior, a logomarca da Adidas saiu do meio do peito e entrou no lugar de onde estava estampada a Taça Olímpica na camisa anterior. A Taça Olímpica passou a estar presente na barra lateral direita acima de um detalhe com a frase “Sou Tricolor de Coração”. O calção ganhou pequenos detalhes em verde, duas listras finas.

O modelo branco perdeu as faixas diagonais e retornou com um modelo sóbrio, muito parecido com a versão de 2008. A diferença é evidenciada na gola, que perdeu o padrão oval e ganhou um novo corte estilizado em “V”, a camisa manteve a inscrição da Taça Olímpica no lado direito do peito.