Reformulado, departamento Flu-Memória resgata momentos

Um dos sintomas detectados pela gestão do presidente Peter Siemsen foi que a história do Fluminense estava em segundo plano. A reformulação do antigo departamento Flu-Memória foi o antídoto encontrado para valorizar os 111 anos de glórias tricolores, que se confundem com o surgimento do futebol no Rio de Janeiro e no Brasil.

As ações que fortaleceram o enfoque da história do Fluminense contada por tricolores estiveram presentes na inauguração da nova Sala de Troféus, dia 3 de julho de 2012, e no lançamento de três livros oficiais. A cada dia aumenta o número de visitantes ao espaço com as taças conquistadas em mais de um século de história, que se torna referência para quem quer se aprofundar no tema das três cores que traduzem tradição.

Entre os livros, a primeira obra foi “Guerreiros desde 1902”, o livro oficial dos 110 anos do Fluminense. Depois, foi publicado “Fluminense tetracampeão – o livro oficial da conquista”. Em mais um projeto pioneiro, nesta semana o lançamento da obra “Guerreiros lance a lance”, contando os fatos desde a arrancada para a fuga do rebaixamento em 2009 até o tetracampeonato brasileiro, em 2012, foi um dos pontos altos de todo o trabalho do departamento Flu-Memória. O evento foi realizado na 16ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O Tricolor é o primeiro clube de futebol a ter um estande na feira.

– O resgate da história preenche uma lacuna que a gestão do Peter Siemsen acreditava que existia. Até por sermos minoria, este fato também se reflete na imprensa esportiva. Nossos feitos não são valorizados por não serem contados sob a ótica tricolor. Como exemplo, podemos citar a conquista do Campeonato Mundial de 1952. Fizemos este resgate ano passado, quando o título completou 60 anos – conta João Boltshauser, gerente do Flu-Memória, que trabalha em conjunto com Dhaniel Cohen, Heitor D’Alincourt e Luiz Carlos Pereira.

– A gestão do Peter Siemsen apoia a memória e o fato é fundamental para que o tricolor conheça e tenha orgulho da nossa história, que para a gente é a mais bonita de todas – encerra Boltshauser.

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