Centenário

Cem anos de existência é motivo mais do que suficiente para comemorar toda a glória de um clube de futebol. Com o Fluminense Football Club não podia ser diferente. No ano comemorativo de seu Centenário, o tricolor programou uma série de atividades para celebrar a inesquecível data, além de ser homenageado por instituições políticas municipais, estaduais e federais.

Com exposições, lançamento de selo, camisas, livros, medalhas comemorativas, festas, DVDs, filmes, páreos e shows, o Centenário foi lembrado durante 2002 e ficará eternizado na história do clube.

Tentaremos deixar registrado de forma cronológica e com muitas fotos, vídeos e textos tudo o que de mais importante aconteceu no transcurso do ano de 2002.

Em 21 de julho de 2001, quando completava 99 anos, vários eventos ocorreram, dando assim partida as comemorações dos 100 anos de vida do nosso tricolor:

Relógio com contagem regressiva

Foi iniciada a contagem regressiva para o centenário com a inauguração de um relógio que marcava o número de dias que faltavam para a importante data. Ficava localizado no Parquinho do clube, esquina das Ruas Pinheiro Machado e Álvaro Chaves.

O relógio com a contagem regressiva

O relógio com a contagem regressiva

 

Na mesma data, comemorativa dos 99 anos, outros eventos aconteceram.

Marcava presença no clube a Confraria do Garoto que benzeu a sede e o campo e ocorreu a entronização da imagem de N. Sra. da Glória, no Senadinho. Ainda foi marcante a inauguração da iluminação externa da sede e o lançamento do quadro – Tricolores Ilustres -, onde a cada semana cinco importantes tricolores vivos e cinco “in memoriam” eram homenageados com a aposição de seus nomes no quadro que ficava exposto na entrada do clube.

Na noite do dia 21 de julho de 2001 foi realizado o Baile de Gala de aniversário em comemoração aos 99 anos, no Salão Nobre, ao som da Orquestra Aeroporto.

A padroeira do clube Nossa Senhora da Glória, após a entronização

A padroeira do clube Nossa Senhora da Glória, após a entronização

 

Logomarca do Centenário

As logomarcas do centenário foram idealizadas pelo tricolor Ricardo Leite e seu funcionário Nako. Ricardo é o dono da empresa Pós-Imagem Design.

Todos os objetos e convites relativos ao evento mostravam com destaque nossa logomarca, tendo sido necessária a criação de vários tipos e modelos.


As logomarcas oficiais do Centenário do Fluminense

No mês de setembro, o Fluminense foi homenageado pelas prefeituras de Mangaratiba e Duque de Caxias e em outubro de 2001 recebeu homenagens das Câmaras de Vereadores de Teresópolis e do Rio de Janeiro.

Camisa laranja

Depois de longa discussão, já lançada e o maior sucesso de vendas de um material esportivo no ano de 2001, o Conselho Deliberativo do Fluminense aprovava, em sessão ordinária, a camisa laranja para jogos não-oficiais. A votação ocorreu em março de 2002, com 137 conselheiros aprovando o modelo com as cores que fazem alusão ao bairro. Apenas um conselheiro votou contra. “O torcedor do Fluminense, nos estádios e ginásios, adotou a cor laranja como a quarta do Fluminense, e merecia tal presente”, declarava o presidente David Fischel, após a sessão.

A camisa laranja artigo esportivo mais vendido em 2001

A camisa laranja artigo esportivo mais vendido em 2001

 

Uniforme do Centenário

Escolhido pela torcida.

No primeiro trimestre de 2002 a Adidas, fornecedora de uniformes do Fluminense à época, lançou pela internet, no site de um jornal, uma votação para que, entre 3 modelos de camisas apresentados, os torcedores do clube pudessem escolher a que seria lançada e comercializada como sendo o uniforme comemorativo oficial do centenário. A camisa tinha como base as cores cinza e branco, numa referência a primeira camisa da história do clube.

Modelo 1

 

Modelo 2

 

Modelo 3, o vencedor da votação

 

O modelo vencedor através da votação foi o de número 3, talvez por mais assemelhar-se a primeira camisa do clube. Foi lançada e comercializada alcançando enorme sucesso de vendas.

A réplica da primeira camisa do Fluminense que foi lançada pela Flu boutique

A réplica da primeira camisa do Fluminense que foi lançada pela Flu boutique

 

Exposição Fluminense 100 anos

Ainda em março de 2002 foi lançada a exposição itinerante denominada – Fluminense 100 Anos, no Maracanã. A exposição levou aos torcedores cariocas, em diferentes locais como Maracanã, New York City Center e Câmara dos Vereadores de São João de Meriti, a história do Fluminense ao longo de seu Centenário. Parte do acervo histórico referente às grandes conquistas do clube esteve à disposição do público:

A primeira camisa do clube, utilizada pelo time em 1902, e o pioneiro uniforme tricolor, que passou a ser usado em 1905, assim como o charmoso blazer tricolor com que o time entrava em campo.

Taças – Taça Olímpica (réplica e diploma); Copa Rio de 1952 (título mundial); Campeonato Brasileiro de 1984; Tricampeonato Estadual de 1983/84/85/ Taça de Prata de 1970; Troféu do Torneio de Paris de 1976; Troféu Alberto Gomes Pedrosa de 1970; Teresa Herrera de 1977; entre outros.

Fotos – como a de Pelé, aos 37 anos, quando vestiu a camisa tricolor ao participar de um amistoso em 1978, na Nigéria. Em abril daquele ano, o Fluminense excursionava pela Nigéria, por indicação do tricolor João Batista de Oliveira Figueiredo, que naquele mesmo ano se tornaria Presidente da República, enquanto Pelé divulgava a marca de um café pelo mundo a fora. O que poucos torcedores do clube sabem, ou sequer viram, é que o rei do futebol, num amistoso contra o Racca Rovers, vestiu a camisa do aristocrático clube das Laranjeiras, na vitória por 2 a 1 do time brasileiro.

Visita de Xavantes

No dia 19 de abril de 2002, dia do índio, o Fluminense recebeu uma visita especial nas Laranjeiras: dois xavantes estiveram no local como parte da atividade cultural de 50 crianças da Escola Municipal Anne Frank, situada em Laranjeiras. Acompanhada da primeira-dama tricolor, Dona Frida Fischel, a dupla, após falar sobre a cultura indígena, foi até o campo para um “ritual de purificação”, com o objetivo de dar sorte ao clube na conquista do Estadual 2002.

Jantar comemorativo da conquista da Taça Olímpica

Ainda em abril de 2002, ocorreu um jantar comemorativo à conquista da Taça Olímpica em 1949, com a presença de atletas de várias modalidades esportivas e autoridades convidadas.

Homenagens políticas

Além das comemorações oficiais do clube, o centenário do tricolor também recebeu variadas homenagens. Duas delas, partidas do meio político, valorizaram ainda mais a data. Em junho, a Câmara dos Deputados, em sessão solene no plenário, prestou uma homenagem ao clube. O presidente da Câmara, Aécio Neves, recebeu na casa o presidente tricolor David Fischel, o governador de Brasília, Joaquim Roriz, o Ministro da Fazenda e tricolor Pedro Malan, o vice-presidente da República Marco Maciel, o ex-goleiro Paulo Victor (Campeão Brasileiro em 84 e Tricampeão estadual em 83/84/85 pelo Fluminense) e o deputado federal Ayrton Xerez, autor do projeto que resultou na homenagem, entre outros ilustres e políticos.

Já no Rio, o Fluminense recebeu a Medalha Tiradentes em sessão solene na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. O presidente David Fischel, representando o Fluminense, recebeu a comenda das mãos da deputada estadual Magaly Machado, autora do projeto que resultou na condecoração.

Inauguração do vestiário Carlos José de Castilho

No dia 01 junho de 2002, um sábado, foi realizado nas Laranjeiras um jogo de veteranos que contou com a participação de Assis, Branco, Delei, Edevaldo, Pinheiro, Píndaro, Renê, Leomir, Washington, Vítor, Duílio, Gílson Gênio, Rubens Galaxie, Robertinho, Cláudio Adão, Altair e Ricardo Gomes. Aproveitando o evento, no intervalo do jogo, foi feita a aposição de placa no vestiário que a partir daquele dia passou a chamar-se Carlos José de Castilho, justa homenagem ao melhor goleiro que já envergou a camisa do Fluminense. A placa foi descerrada pelo filho do grande arqueiro.

A placa em homenagem a Castilho

A placa em homenagem a Castilho

 

Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor

O jogo dos veteranos serviu como atrativo para a inauguração da Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor.

Os nomes de cem dos maiores jogadores do clube, ao longo de um século de glórias, foram eternizados na parede próxima à rampa que dá acesso ao Salão Nobre.

A Parede dos Ídolos do Futebol Tricolor conta com os seguintes jogadores:

Waterman, Oswaldo Gomes, Welfare, Marcos Carneiro de Mendonça, Chico Netto, Laís, Zezé, Fortes, Mano, Preguinho, Brant, Russo, Batatais, Orozimbo, Romeu, Hércules, Tim, Pedro Amorim, Carreiro, Bigode, Orlando Pingo de Ouro, Rodrigues, Robertinho, Ademir, Castilho, Píndaro, Pinheiro, Didi, Carlyle, Robson,Telê, Victor, Veludo, Marinho, Ambrois, Clóvis, Waldo, Escurinho, Altair, Vítor Gonzalez, Jair Marinho, Maurinho, Edmilson, Oldair, Carlos Alberto Torres, Procópio, Joaquinzinho, Denilson, Amoroso, Gilson Nunes, Samarone, Oliveira, Jorge Vitório, Lula, Mário, Cláudio, Wilton, Galhardo, Assis, Félix, Marco Antônio, Flávio, Cafuringa, Mickey, Manfrini, Evaldo, Gerson, Pintinho, Kleber, Edinho, Edvaldo, Toninho, Rivellino, Gil, Mário Sérgio, Paulo César Caju, Dirceu, Doval, Gilson Gênio, Paulo Goulart, Robertinho, Rubens Galaxe, Cláudio Adão, Deley, Branco, Ricardo Gomes, Aldo, Duílio, Vica, Paulo Victor, Jandir, Leomir, René, Tato, Romerito, Washington, Assis Carrasco, Paulinho Carioca, Ézio, e Renato Gaúcho.

A placa principal do painel

A placa principal do painel

 

O painel dos ídolos do futebol tricolor

O painel dos ídolos do futebol tricolor

 

Olimpíada das bandeiras

O evento, que tinha como objetivo homenagear atletas e ex-atletas do esporte olímpico (amador), foi aberto com um tradicional desfile no dia 22 de junho, no ginásio das Laranjeiras. Estiveram presentes alunos das escolinhas, atletas atuais e ex-atletas dos esportes olímpicos do clube.

Os atletas, de modalidades diversas como natação, pólo aquático, vôlei e futsal, foram divididos em três equipes: grená, branca e verde, para reviver assim a tradicional Olimpíada das Bandeiras.

A olimpíada encerrou-se no dia 29 de julho havendo entrega de prêmios e troféus aos vencedores e homenagem aos ex-atletas tricolores que marcaram época, principalmente na conquista da Taça Olímpica em 1949.

Emílio Aguiar – O inesquecível Ximbica

Um momento de tristeza no ano do centenário. O futebol ficou de luto no dia 24 de junho. Nessa data, Emílio Aguiar, que durante 36 anos cuidou do uniforme do Fluminense, falecia, aos 55 anos, vítima de infarte, enquanto dormia. Ximbica, como ficou popularmente conhecido, foi também roupeiro da Seleção tendo trabalhado nas Copas de 74, 78 e 86 e por isso era tão querido.

Em seu velório, no Cemitério do Caju, além do elenco tricolor, marcaram presença ex-jogadores, dirigentes, torcedores e profissionais de clubes rivais, como Roberto Dinamite e Pai Santana, massagista do Vasco.

“Uma parte da história do Fluminense foi embora. A diretoria devia homenageá-lo com uma estátua”, disse o craque Renato Gaúcho, que chorou ao lado do caixão. O presidente David Fischel decretou luto oficial por três dias.

Emílio Aguiar, o inesquecível Ximbica

Emílio Aguiar, o inesquecível Ximbica

 

Campeão Estadual no Centenário

No dia 27 de junho, mais uma conquista Estadual, o vigésimo nono título carioca da história do clube no ano do Centenário, em final realizada em pleno Maracanã, tendo o tricolor vencido na partida final o Americano pelo placar de 3 x 1, gols de Roni, Flávio e Magno Alves.

Para maiores detalhes sobre o título acesse:

Show de Ivan Lins

Em 12 de julho realizou-se o show do cantor e compositor tricolor, Ivan Lins, no Salão Nobre do clube, às 20h30. Ivan apresentou o show Jobiniando, com repertório baseado nos clássicos da bossa nova do maestro Antônio Carlos Jobim.

O tricolor Ivan Lins

O tricolor Ivan Lins

 

Livro – A História do Fluminense em Cordel

No dia 16 ocorreu o lançamento do livro – A História do Fluminense em Cordel -, de Cláudio Aragão, no Café Lamas.

A inédita união de dois elementos tão presentes na cultura popular brasileira – a literatura de cordel e o futebol – foi a matéria-prima para o autor. Cláudio realizou uma ampla pesquisa para contar a trajetória de glórias do clube de Laranjeiras, numa escrita bem-humorada e original. Seu Barbosa, o narrador criado pelo autor, numa alusão ao Tricolor Barbosa Lima Sobrinho, relata toda a história do Fluminense: desde sua fundação até a conquista dos principais campeonatos.

Outros ilustres torcedores são homenageados no livro – Nélson Rodrigues e alguns de seus personagens, Chico Buarque, Mário Lago e Braguinha. O livro conta ainda com minibiografias dos principais ídolos do clube, como Castilho, Waldo, Telê Santana e Rivellino.

O livro Flu em Cordel

O livro Flu em Cordel

 

Lançamento do selo e da moeda comemorativa

Um dos eventos de destaque ocorreu no dia 17 julho de 2002, através do lançamento, no salão nobre do clube, da medalha, pela Casa da Moeda – Clube da Moeda – e do selo, pela Empresa de Correios e Telégrafos, ambos homenageando o centenário do Fluminense Football Club.

O selo foi confeccionado pelo artista plástico Alan Magalhães, do departamento de filatelia dos Correios, tendo o valor de face de R$ 0,55. Foram lançados 1 milhão e vinte exemplares, perpetuando o centenário do clube no meio filatélico.

O selo comemorativo e que em votação pela internet, no site da Empresa de Correios e Telégrafos, foi considerado o mais belo lançado em 2002

O selo comemorativo e que em votação pela internet, no site da Empresa de Correios e Telégrafos, foi considerado o mais belo lançado em 2002

 

Características do selo:

Edital: número 16
Arte: Alan Magalhães
Processo de impressão: off-set
Folha: 30 selos
Papel: Couchê gomado sem brilho
Valor facial: R$0,55
Tiragem: 1.000.020 selos
Picotagem: 12,0 x 11,5
Área de desenho: 25mm x 35mm
Dimensões do selo: 30mm x 40mm
Data de emissão: 17.07.2002
Local de lançamento: Rio de Janeiro
Impressão: Casa da Moeda do Brasil

A medalha comemorativa foi cunhada pela Casa da Moeda e lançada em ouro, prata e bronze.

O Fluminense foi o primeiro clube a receber esta homenagem.

Luiz Henrique P. Ferreira, artista da Casa da Moeda, idealizou no anverso da medalha uma bola de futebol tendo ao centro e em destaque o escudo do Fluminense. No reverso da obra de arte, a artista Kátia Dias, estilizou a fachada do edifício sede do clube no formato do escudo, contornada pela inscrição Fluminense Football Club e ainda tendo na parte inferior a logomarca do Centenário.

No mesmo dia do lançamento, os cunhos da medalha foram descaracterizados pelo presidente do clube, David Fischel, tornando assim inestimável o valor histórico dessas medalhas, pois não poderão jamais ser reproduzidas.

Características das medalhas:

Espécie: Ouro
Diâmetro: 50 mm
Peso: 100 +/- 0,50g
Emissão: limitada

Espécie: Prata
Diâmetro: 50 mm
Peso: 64 +/- 0,64g
Emissão: limitada

Espécie: Bronze
Diâmetro: 50 mm
Peso: 55 +/- 0,65g
Emissão: limitada

Bronze anverso

 

Bronze reverso

 

Prata anverso

 

Prata reverso

 

Cunhos descaracterizados da medalha comemorativa dos cem anos de fundação do Fluminense Football Club, doados pela Casa da Moeda do Brasil em 17.07.2002O pin comemorativo dos 100 anos

 

O pin comemorativo dos 100 anos

 

Exibição na TV de filme institucional – Fluminense 100 anos

Em grande parte do mês de julho foi exibido na TV o filme institucional comemorativo dos cem anos do clube. Crianças de várias idades cantavam o hino do Fluminense.

 

Sessão Solene do Conselho Deliberativo

No dia 18 julho de 2002, no salão nobre, realizou-se a Sessão Solene do Conselho Deliberativo, comemorativa do centenário do clube.

Durante o evento foram homenageados com medalhas os sócios com mais de 50 anos de clube e como ponto alto da sessão, a leitura da mensagem lacrada em estojo de prata, dos tricolores de 1952, dirigida aos jovens tricolores de 2002.

Compunham a mesa do Conselho Deliberativo o Sr. Milton Jacob Mandelblatt – Presidente do Conselho, Sra. Angelamaria Rosa Lachtermacher – Vice, Sr. Nardo Gutlerner – Primeiro-Secretário e o Sr. Vicente Lucarelli Dattoli – Segundo Secretário. Como convidados especiais marcavam presença o Presidente do Clube Sr. David Fischel, o Presidente de Honra do Fluminense Sr. João Havelange e o Sr. Manoel Schwartz, ex-Presidente do clube.

No Salão Nobre e na presença de inúmeras crianças vestidas com o uniforme do Fluminense a mensagem abaixo, dirigida a elas, foi lida pelo tricolor Ary Oliveira Meneses Filho, que em 1952 era um dos jovens presentes no Estádio quando da comemoração do Cinquentenário do clube. Foi um momento emocionante e que levaram muitos adultos ali presentes as lágrimas.

A mensagem escrita por Mário Pollo aos jovens de 2002.

“Mensagem:

Juventude Tricolor de 2002 !

Ouvi em silêncio e concentração a mensagem que da geração fundadora recebeu a juventude tricolor de 1952, formada no Estádio pelo Cinquentenário do Clube, para vos ser transmitida e por vós lida, ao comemorardes o Centenário.
Enfileirados, ao nosso lado, compareceram os homens, que eram os jovens de julho de 1902. Mas a geração, que vos fala, essa já aqui não está mais. Tombou para sempre à imposição da natureza humana. Estais ouvindo, pois, na palavra viva dos mortos, o sentido imortal do espírito tricolor.
O momento não sofre a emoção das lágrimas. Recordai e evocai os que vos foram caros – pais, avós – sem a memória armada em funeral, mas na saudade colorida em festa.
O Fluminense de 2002 é o triunfo que continua. Temos certeza de que a juventude do Cinquentenário soube cumprir a missão que lhe entregamos. E de que a Juventude do Centenário prosseguirá na obra comum de abnegação, de sacrifício, de amor à bandeira que se prosterna ante as mãos iluminadas que a abençoam do alto do Corcovado.
Voltai os vossos olhos para a imagem de Cristo, como a fixamos na hora da mensagem. Na convergência dos olhares de ontem e de hoje nós nos reencontramos no tempo e sobre a Terra.

Juventude Tricolor de 2002 !

Ouvi em silêncio e concentração o encerramento desta mensagem gravada no pergaminho da história. Revezai-a com a Juventude de 2052 para continuidade eterna da glória do Fluminense.

21.07.1952″.

Logo em seguida e na presença dos jovens tricolores de 2002, foi lida pelo Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Milton Jacob Mandelblatt a mensagem dirigida aos jovens de 2052 que foi escrita por ele:

“Mensagem:

Aos jovens tricolores de 2052:

Em julho de 1952, no cinqüentenário do nosso Clube, nós, os jovens de então, recebemos da geração fundadora do FLUMINENSE uma mensagem dirigida à juventude tricolor de 2002, com a incumbência de transmiti-la nas comemorações do centenário.
Hoje, passados cinqüenta anos, somos a geração que viveu a segunda metade do primeiro século do FLUMINENSE, testemunhando o seu crescimento, as suas vitórias e as suas inesquecíveis conquistas.
Cumprimos a nossa missão, transmitindo aos jovens tricolores do centenário as palavras de devoção, fé e esperança no futuro do FLUMINENSE, escritas por aqueles que viveram os primeiros anos gloriosos da nossa história.
A juventude tricolor de 2002, representada por crianças de várias idades, está ao nosso lado participando da Sessão Solene do Conselho Deliberativo comemorativa do Centenário, ouvindo a leitura desta nova mensagem dirigida aos jovens tricolores de 2052 e recebendo a missão de transmiti-la nas comemorações do sesquicentenário.
Quando isto ocorrer, se nós aqui não mais estivermos, certamente o nosso espírito tricolor permanecerá ao lado de vocês, acompanhando a trajetória gloriosa do nosso Clube que, temos certeza, prosseguirá sendo conduzido com dignidade, competência, dedicação e, sobretudo, profundo amor ao pavilhão tricolor.
Mantenham eternamente viva a chama vitoriosa do espírito tricolor, dando continuidade às conquistas inesquecíveis obtidas neste primeiro século de vida do FLUMINENSE, para que ele chegue ao bicentenário com a grandeza e a dignidade almejadas pelos seus fundadores, renovando esse compromisso com a juventude tricolor de 2102.
O FLUMINENSE nasceu com a vocação da vitória e assim permanecerá por toda a eternidade.

21.07.2002″.

A mensagem de 21 de julho de 1952 está hoje fixada em um belo quadro. A de julho de 2002 foi colocada pelo jovem tricolor Guilherme Ferreira de Aguiar no estojo de prata, sendo então lacrado. Os dois objetos, o quadro e o estojo, estão guardados em nossa sala de troféus.

A mensagem foi lacrada em belo estojo de prata que só será aberto em 2052

A mensagem foi lacrada em belo estojo de prata que só será aberto em 2052

 

Livro Oficial do Centenário

No dia 19 de julho de 2002 era lançado, no salão nobre o Livro Oficial do Centenário (Fluminense 100 Anos de Glórias).

Escrito por Pedro da Cunha e Menezes, com 200 páginas, a excelente publicação tem apresentação emocionada de Artur da Távola, co-autoria dos especialistas Argeu Affonso, Carlos Santoro, Gustavo Marins de Aguiar, Jorge Wilson Magalhães de Souza e Vicente Dattoli, que se debruçam sobre a história do Clube há mais de 10 anos, registrando em minúcias seus dados estatísticos.

Imagens inéditas das temporadas vitoriosas e da evolução arquitetônica do clube e urbanística da região estão lado a lado com as personalidades que marcaram a história tricolor. O livro foi distribuído pela Editora Andrea Jakobsson Estudio, e contava com o patrocínio da BR Distribuidora.

O belo livro foi selecionado entre os 3 melhores para o prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica 2002, concedido pela ABIGRAF, na categoria institucional.

Considerado por muitos uma verdadeira obra de arte e que marcou um divisor de águas nas publicações sobre clubes de futebol do Brasil e Exterior.

Possui sobrecapa com barra em folha de ouro, escudo em alto relevo e capa em tecido alemão importado. Os textos foram compostos em The Sans 10/22 sobre papel couché Scheufelen matt de 150/gm2. Foi encadernado com tecido Franconia e impresso nas oficinas da R.R. Donneley América Latina em junho de 2002.

O Livro Oficial do Centenário

O Livro Oficial do Centenário

 

Lançamento do livro de Paulo Coelho Netto

Ainda em julho houve o lançamento do livro de Paulo Coelho Netto. O saudoso tricolor nos agraciou, publicando dois volumes da história do Fluminense. O primeiro volume foi editado em 1952, em homenagem ao cinquentenário de fundação do clube e o segundo editado em 1968, como complemento do primeiro volume, correspondendo aos anos de 1952 a 1968.

No ano do centenário a obra foi relançada , agora em volume único e com o complemento de 1968 a 2002 feito por Rodrigo Nascimento.

O livro de Paulo Coelho Netto

O livro de Paulo Coelho Netto

 

Baile de Gala comemorativo do centenário

Em 20 de julho de 2002, realizou-se no salão nobre do clube o Baile de Gala (black tie), às 22h, o grande evento foi abrilhantado pelo som da orquestra Tabajara.

Visitação, festa no clube e o filme Saudações Tricolores.

No dia em que o Fluminense Football Club completava seus cem anos, 21.07.2002, um belo domingo, o clube foi aberto a partir das dez horas a visitação pública e um público estimado em cerca de 10 mil tricolores compareceram a Laranjeiras.

 

No dia 21.07.2002 o time jogava contra o Palmeiras pela Copa dos Campeões – Estádio Alberto Silva em Teresina, dia do Centenário do Fluminense. A foto inédita foi gentilmente cedida ao Flumania pelo tricolor Joaçu Filho

Entre os convidados destacava-se o grande Telê Santana. No ginásio do clube foi apresentado num telão o filme Saudações Tricolores de André Barcinski e Heitor D’Alincourt. A Fluboutique esgotava seus estoques de produtos comemorativos do centenário.

O ginásio ficou lotado

 

O Presidente David Fischel

 

Telê Santana, grande convidado

 

A torcida bastante animada

 

Fotos na sala de troféus

 

Guilhermino Santos - Careca

 

O filme Saudações Tricolores, em versão VHS e DVD fez grande sucesso

 

A torcida tricolor invadiu literalmente o clube ocupando todas as suas dependências. Foi uma festa inesquecível e que ficará na memória do clube e de seus adeptos.

Reunião festiva no Jockey Club Brasileiro

Após um coquetel realizado no Salão das Rosas do Jockey Club Brasileiro foram realizados, no dia 22 de julho, dois páreos comemorativos do centenário do clube.

5º páreo – Prêmio Ximbica.
Homenagem póstuma ao roupeiro do clube, tricolor e turfista.

6º páreo – Prêmio Centenário do Fluminense Football Club.
Campeões do Século.

 

Mostra BR – Canal 100

Foi realizada de 23 a 26 de julho a Mostra BR no Cine Odeon, com jogos históricos do Fluminense com imagens do Canal 100.

Através de parceria com a BR Distribuidora, o Fluminense virou atração de cinema, no Cine Odeon. Foram exibidos seis jogos históricos (e vários gols) do Fluminense com imagens do Canal 100. A sessão para convidados era sempre às 18h30 e no dia seguinte este mesmo jogo era exibido em três sessões diferentes para o grande público tricolor. O valor do ingresso foi o mesmo cobrado nas sessões rotineiras do Cine Odeon.

 

Lançamento do livro – As Laranjeiras Imortais

O livro foi lançado no dia 24 de julho no salão nobre. O autor Marcelo Meira demonstra nos textos sua imensa paixão pelo Fluminense, além de basear-se em relatos a partir da visão do mundo do torcedor. As Laranjeiras Imortais – memorial tricolor e do futebol – é uma obra de leitura fácil e indispensável para todos aqueles que desejam relembrar nosso passado recente, escalações e campanhas do nosso tricolor.

O livro - As Laranjeiras Imortais

O livro - As Laranjeiras Imortais

 

Jogo do Centenário – Fluminense 3 x 1 Toluca ( México )

A equipe convidada para ser nosso adversário no jogo amistoso comemorativo, foi o Deportivo Toluca , quarta força do futebol mexicano.

Apesar do ingresso marcar a data de 21 de julho como sendo a do jogo, em virtude do time principal estar jogando no nordeste nesse dia, o jogo comemorativo dos cem anos de fundação do clube foi realizado no dia 24 de julho no Estádio Mário Filho – Maracanã.

O ingresso para a partida ( frente )

 

O verso do ingresso

 

Por tratar-se de data festiva, foi realizada preliminar entre jornalistas, atores e personalidades enfrentando ex-jogadores do Fluminense. O resultado foi uma goleada do time de jogadores onde destacaram-se Cláudio Adão, Assis e Washington.

O casal 20 reencontrava-se

 

Washington marca mais um gol

 

Cláudio Adão deixa o adversário caído

 

Assis tira sua camisa

 

Após a preliminar, o ídolo Romerito é carregado pela torcida

 

Antes da entrada em campo para o jogo principal, a torcida tricolor fez a festa. O grande e inesquecível Careca voltava a ativa e brindava a todos com seu cheiroso pó-de-arroz.

A torcida agitava suas bandeiras

 

Careca, o torcedor símbolo de uma geração

 

Para o jogo principal o Fluminense utilizou o uniforme do centenário, cinza e branco, no primeiro tempo e o laranja, sucesso de marketing e de vendas, no segundo.

A súmula do jogo:

24.07.2002
FLUMINENSE 3 x 1 DEPORTIVO TOLUCA (MEX)

Competição: Amistoso
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Renda: R$ 74.590,00
Público: 8.340

Fluminense: Murilo (Fernando Henrique); Flávio, César, Régis (Zé Carlos) e Marquinhos; Marcão, Fabinho e Fernando Diniz (Yan); Magno Alves, Roni (Júlio César) e Agnaldo (Carlos Alberto).
Técnico: Robertinho

TOLUCA: Cristante (Albarran 46′), Carmona (Victor Reza 46′), Ramirez (Cruz Alta 65′), Espinoza e Viades; Lopez, Valdez (Gonzalez 46′), Rafael Garcia e Sinha; Sanchez (Edgar Garcia 65′) e Cardozo (Ponce 65′).
Técnico: Lavolpe

Gols: Magno Alves (2) e Roni

O uniforme cinza e branco comemorativo do centenário usado no primeiro tempo

 

A já famosa camisa laranja usada no segundo tempo

 

Roni faz o primeiro gol

 

Roni é abraçado

 

Magno Alves aumenta

 

Lance do jogo, ataque do Toluca

 

Magno Alves faz o terceiro e é saudado

 

Fabinho ergue a taça do jogo comemorativo

 

Um presente para a torcida tricolor – Romário

Em 02 de agosto de 2002, a diretoria do Fluminense em parceria com a Unimed, presenteava sua torcida com a contratação do atacante Romário, à época com 36 anos de idade. Juntamente com o meia Beto, o goleador foi apresentado no salão nobre do clube na tarde do dia 02 de agosto, e veio reforçar a equipe para o campeonato brasileiro.

Salão cheio, a torcida vibrando e a mídia toda direcionada para a grande aquisição. Todos os meios jornalísticos se faziam presentes a grande festa.

Romário mostra o escudo

 

O atacante acena para a torcida

 

Entrevista no Salão Nobre

 

Romário e Beto no gramado são ovacionados

 

O autógrafo do craque

 

Para a estréia dos dois jogadores muita pompa e expectativa. A Unimed lançava um anúncio que ficou conhecido como – A Profecia.

O anúncio colocado pela Unimed

 

A estréia foi um sucesso, no dia 11.08.2002 o Fluminense vencia o Cruzeiro no Maracanã pelo elástico placar de 5 x 1 com direito a dois gols de Romário e um de Beto.

 

Lançamento do livro – O Profeta Tricolor

O livro foi lançado em setembro de 2002, uma maravilhosa reunião de crônicas do grande Nelson Rodrigues.

Não importa o time, não importa a época, no fundo todos os seres torcedores se parecem.
Despudoradamente parcial, Nelson mostra até que ponto pode ser glorioso se perder na paixão pelo futebol.

Publicado no ano em que se comemorava os cem anos da equipe do Fluminense, ´O Profeta Tricolor´ reúne mais de setenta crônicas sobre o tricolor carioca e traça um retrato desta criatura conhecida como ´torcedor de futebol´. Com um otimismo delirante, o cronista invoca Shakespeare, Dante, Homero, gregos e troianos, lorpas e pascácios para atestar a grandeza de sua esquadra. Como escreve Armando Nogueira no prefácio, Nelson ´torcia pelo Fluminense. Pelo Fluminense distorcia, também. Achava que o mundo inteiro vivia de quatro, lambendo os pés do futebol brasileiro. Ai de quem não visse o jogo do Brasil com os olhos dele. Saía na crônica de Segunda- feira como idiota da objetividade. Que não enxergava o óbvio ululante.

O livro inclui o último texto escrito por Nelson, em dezembro de 80, antes de falecer. Tema: o Fluminense, que conquistara o campeonato carioca daquele ano.

O livro - O Profeta Tricolor

 

Placa comemorativa ao gol de Assis, no Maracanã

Em 18 outubro de 2002 mais uma homenagem ao Fluminense, dessa vez através da inauguração de uma placa comemorativa ao gol de Assis sobre o Flamengo.

O ídolo tricolor compareceu a inauguração do painel gigante, que tem a foto de seu gol marcado no dia 11.12.1983 contra o rubro-negro e que deu o título estadual daquele ano ao Fluminense.

 

CD-Rom sobre a História do Fluminense

Lançado em novembro de 2002 foi produzido pelo engenheiro químico e tricolor Eider Rangel, a História Completa do Fluminense agora poderá ser apreciada também nas tela dos computadores.

O CD-ROM do Fluminense proporcionará ao torcedor tricolor um prazeroso passeio ano a ano, não só pelo futebol, mas por todos os esportes olímpicos do clube. Os grandes goleiros nascidos nas Laranjeiras, os tricolores ilustres e as várias manifestações da torcida ao longo de um século de existência também garantem o diferencial do CD-ROM.

“Este CD-ROM levará ao torcedor do Fluminense o áudio do hino oficial e da marcha de Lamartine Babo, além de vários gols importantes em narrações históricas do rádio. Mais que isso, procurou-se valorizar ao máximo o esporte olímpico do clube, que está representado com muita pesquisa de texto e fotos”, diz Eider Rangel, de 70 anos, que há quatro anos deu início ao seu trabalho de pesquisa para a produção do CD-ROM.

O CD-Rom com a História do Clube

 

O CD Fluminense Centenário Tricolor

Lançado em dezembro de 2002 por Ney Gouvêa, o CD contem homenagens, músicas e depoimentos de Arthur Moreira Lima, Arthur da Távola, Bibi Ferreira, Dado Villa Lobos, Evandro Mesquita, Fagner, Fausto Fawcett, Gilberto Gil, Ivan Lins, Pedro Bial, Tony Platão e outros famosos.

Além de músicas e depoimentos estão presentes no CD alguns gols do Fluminense narrados pelo radialista José Carlos Araújo.

O CD Fluminense Centenário Tricolor

 

A vitrine do Centenário

Após o término das festividades do centenário, grande parte dos convites e objetos lançados, foram reunidos e colocados numa bela vitrine que se encontra colocada na entrada de nossa sala de troféus.

Em cima da vitrine estão expostas as taças do Campeonato carioca 2002, à esquerda, e a recebida por ocasião do jogo do Centenário contra o Deportivo Toluca do México, à direita.

A vitrine do Centenário

 

A vitrine do Centenário em detalhe