Clube homenageia tcheco que marcou ataque do Brasil na Copa de 62

O Fluminense ganhou mais um torcedor internacional. O ex-jogador tcheco de futebol Josef Jelineck, que teve a dura tarefa de marcar o ataque brasileiro na Copa de 1962, no Chile, esteve neste domingo no Engenhão. Ele acompanhou a partida contra o Figueirense do camarote do clube, recebeu uma camisa do Tricolor e, além de dizer que era uma honra acompanhar uma partida do futebol brasileiro em um estádio, aproveitou, com muito bom humor, para se colocar à disposição do time.

– Se o clube quiser me oferecer um contrato, fico aqui por mais dois anos. Estou muito feliz de ver uma partida de futebol no Brasil. Tenho muitas recordações da Copa de 62 e desde então acompanho o futebol brasileiro – contou Jelineck, que atuou dez vezes pela seleção tcheca e marcou dois gols.

A Seleção Brasileira de 1962 tinha três tricolores, Jair Marinho, Altair e Castilho. A seleção da antiga Tchecoslováquia chegou à final depois de eliminar a Hungria e a Iugoslávia. Na primeira fase, Brasil e Tchecoslováquia já haviam empatado sem gols e a decisão foi disputada. A equipe tcheca saiu na frente, com um gol de Masopust, Amarildo empatou e o primeiro tempo terminou 1 a 1. Na segunda etapa, o Brasil virou o jogo com Zito, aos 24, e Vavá, aos 33, fez o gol que fechou o placar. Com os 3 a 1, o Brasil conquistou sua segunda Copa do Mundo.

Jelineck jogou pelo Dukla Praga, conquistou o campeonato tcheco cinco vezes e a Copa da Tchecoslováquia outras três vezes. Ele veio ao Brasil para participar de uma homenagem aos 50 anos do bi-mundial conquistado pelo Brasil. Na noite de domingo, após a partida, ele esteve no Cinefoot e participou da homenagem, que contou com familiares do treinador da Seleção Brasileira na Copa de 1962, Aymoré Moreira. Segundo ele, a lembrança que ficou do Chile foi a da qualidade do futebol brasileiro, que ele comprovou na partida do Engenhão.

– Deco e Fred, que acompanhei na Europa e são os melhores do time, infelizmente não estão em campo. Mas gostei muito do time do Fluminense, tem bons jogadores. Estou muito feliz de estar aqui e espero voltar ao Brasil novamente para ver outra partida do Fluminense – disse ele.

Segundo o vice-presidente de Relações Institucionais, Alexey Dantas, a homenagem ao ex-jogador tcheco é importante para resgatar a história e ampliar parcerias no mundo do futebol.

– Entregamos a camisa 11, que era o número dele na Copa de 62. É uma honra receber um jogador da antiga seleção da Tchecoslováquia. A rivalidade fica dentro de campo. Fora dele, o importante é a amizade e ampliar parcerias no futebol.

Texto: Leonardo Zanelli (Assessoria F.F.C.)

Fotos: CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol